Exu é o orixá que come primeiro. Mas o que significa isso? É com esse itan que o grupo ORIKI começa a contação de histórias.
Outros dois itans que fazem parte do espetáculo são a criação do mundo e a criação do homem pelo olhar iorubá.
Todas as culturas possuem seus contadores de histórias preservando as crenças e tradições de cada povo. Os griots, termo usado hoje em dia para englobar todos os contadores de história africanos, utilizam da narração, música, dança e canto para contar suas histórias.
A fim de conservar a memória da comunidade negra e a tradição do aprendizado por meio da oralidade, o ORIKI tem a intenção de produzir um espetáculo de 30 minutos de contação de histórias com música e cantigas que apresentarão a vida dos orixás.
59 min
Produção e direção – Ayo Bento
Interpretes criadores – Ayo Bento, Adnã Ionara, Nico Villas Bôas
Coreografias – Adnã
Trilha Sonora – Nico Villas Bôas
Mapa de luz – Ayo Bento
Figurino – Ayo Bneto, Adnã Ionara, Nico Villas Bôas
O grupo ORIKI nasceu em 2018 no recital de música “Luminosa empatia” de um dos integrantes do grupo no auditório da UNICAMP. Nesse recital o músico Nicolau Villas Bôas chamou a atriz, Ayo Bento e a bailarina Adnã Ionara, para compor com suas músicas autorais que falam sobre orixás e cultura popular brasileira contando itans africanos com narração, dança e música.
Deste episódio e através da vontade e necessidade de se contar histórias pretas, esses três artistas passaram a se encontrar e memorar histórias que foram contadas pelos seus ancestrais.
Assim o ORIKI toma forma, entretanto devido a necessidade individual de cada um o grupo precisou se separar retomando suas atividades em 2022 após a pandemia e tendo sua estreia na 2 Virada Afro Cultural de Campinas.
E agora encontrando caminhos para que esse projeto possa prosperar e que por via desses contos possamos relembrar, honrar e ter orgulho da nossa cor preta e da nossa história apagada.