Menu Site
 Por: Carlos Rogerio Sartori e Nildon Figueiredo
07/01/2019 17:22 - atualizado às 17:26 em 07/01/2019

Na avaliação de língua portuguesa da Fuvest, em 6 de janeiro de 2019, foi exigida uma dissertação que não fugiu aos padrões esperados, propondo uma delimitação através de pergunta de caráter histórico-filosófico.

O tema escolhido foi uma grata surpresa para nós do Sistema SESI-SP de Ensino, uma vez que a escolha do mote - De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente? – casou perfeitamente com a ideia da necessidade de compreensão dos processos históricos em sua totalidade e suas relações com os pensamentos de época, como base para compreensão do contexto atual, ideia essa presente em todo nosso material de Ciências Humanas.

A prova trouxe como material de apoio um enxerto adaptado da obra A vida da razão, de George Santayana. A escolha desse trecho, publicado em 1905, foi extremamente interessante, uma vez que, pela data que foi publicado, contém uma premissa extremamente atual, avaliando-se o cenário de mudanças e progresso que o Brasil se encontra. Trata, também, da necessidade da memória, expressa pelo vocábulo “reter”, onde tais memórias são fundamentais para constituição do progresso e que não termos referência de passado seria o mesmo que estarmos fadados a uma “infância perpétua”.

O poema O Historiador, de Drummond, junto com a passagem da obra Sobre o conceito da história, de Walter Benjamin, relembram outra questão abordada de forma plena em nosso material: a ideia de que temos visões de passado, e não o conhecimento do fato como realmente ocorreu, uma vez que seu estudo depende de interpretações de vestígios e fontes que são resgatadas e analisadas por pessoas e, por conta disso, estão sujeitas a interpretações pessoais e ideologias vigentes na época em que foram analisadas. Os textos, no entanto, valorizam o papel do historiador que tem que “ressuscitar o tempo” e “apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de perigo”.

Foi ainda apresentado um trecho do desabafo, do professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Eduardo Viveiro de Castro, após o incêndio que destruiu quase que completamente todo o acervo do museu. Ele traz a ideia de memorial, e a necessidade de símbolo como objeto de reflexão sobre as ações humanas, para que ocorra o entendimento e possivelmente a prevenção de ocorrências iguais. Ideia que reforça ainda mais a temática apresentada na prova, levando o candidato a fazer possíveis alusões, como a negligência por falta de políticas públicas à preservação do patrimônio histórico e cultural nacional.

Por fim a prova trouxe a descrição da obra Amnésia, de Flavio Cerqueira. Essa obra publicada em 2015 reforça as duas ideias apresentadas acima, a da atemporalidade de certas questões e a da interpretação dos fatos segundos critérios interpretativos. Há também uma abordagem histórica da escravidão e do racismo, reforçadas pelo desejo de embranquecimento propostos na análise da imagem, acentuando ainda mais a temática escolhida para a redação.

Por conta do tema e dos textos de base ficamos realmente satisfeitos ao analisarmos e percebemos que as habilidades, competências, conceitos e ideias associados ao mote dessa redação, foram plenamente trabalhados em nosso Material Didático ao longo da vida escolar do estudante.

Clique aqui e confira, na íntegra, as orientações da redação da Fuvest 2019.