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 Por: Amanda Demétrio, Núcleo de Comunicação
11/08/2019 16:51 - atualizado às 11:13 em 12/08/2019

Ter atletas convocados para representar o seu país é um feito grandioso e de muito orgulho para todos. E, quando além das convocações, eles sobem ao pódio, é mais gratificante ainda. Assim, os atletas do Sesi-SP retornam dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, no Peru, cobertos de êxito. Foram dezessete dias de competição, com quinze atletas da indústria representando o Brasil em sete modalidades. O aproveitamento foi total: todos encerraram suas participações com medalhas. Ao todo, foram 14 conquistas, sendo 5 de ouro, 4 de prata e 5 de bronze. “O desempenho dos atletas da indústria de São Paulo no Pan nos enche de orgulho e é exemplo para milhões de jovens. Esporte é educação, é saúde", diz o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf.

Entre os dias 26 de julho e 11 de agosto, revelações do triathlon e judô se misturaram com a experiência de atletas da natação, luta olímpica, basquete feminino, vôlei masculino e polo aquático feminino e masculino, formando um time de peso da indústria, em Lima. Ao contribuir fortemente com o Brasil no quadro geral de medalhas, se o Sesi-SP fosse um país, teria encerrado sua participação nos Jogos Pan-Americanos à frente de países como Uruguai, Costa Rica, Bolívia, Paraguai, entre outros.

Com 100% do aproveitamento, Luísa Baptista e Manoel Messias, além de terem subido ao pódio em todas as provas em que participaram, ainda foram os donos das primeiras medalhas do Brasil na competição. Luísa puxou a fila das conquistas com uma medalha de ouro na prova feminina ao encerrar o seu trajeto com 2h00m55s, em seguida foi a vez do Messias, que com o tempo de 1h50m55s, apenas 16s atrás do mexicano, ficou com a prata. No revezamento misto, a dupla do Sesi-SP contou com Vittoria Lopes e Kauê Willy na conquista de mais um ouro (1h20m31s).

Assim como os triatletas, Renan Torres, do judô, e Aline Silva, da luta olímpica, também fizeram bonito em suas modalidades. Estreante em Pan-Americano, Renan não só chegou à final como desbancou o equatoriano, até então campeão da prova na categoria até 60kg, e colocou seu nome no topo do pódio garantindo o ouro. Aline Silva conquistou a medalha de prata na categoria até 76 kg da luta olímpica. A atleta perdeu a decisão para a canadense Justina Di Stasio, após abrir 1 a 0 nos pontos e sofrer o empate. De acordo com os critérios da luta olímpica, a atleta que conquistou o empate vence, caso a igualdade persista.

“Demorou para cair a ficha. Estava um pouco nervoso por ser os Jogos Pan-Americanos. Para nós, essa é a segunda maior competição depois das Olímpiadas. Mas minha cabeça estava bem focada, e eu tentei pensar como se fosse só mais uma competição na minha vida. Eu estudei bastante o adversário, estava bem confiante. Foi uma luta dura, é uma emoção diferente. Para mim é totalmente diferente os Jogos Pan-Americanos. É muito legal isso”, comemorou Renan.

Na natação, das seis provas previstas para Etiene Medeiros e Daynara de Paula participarem, cinco foram concluídas com êxito. Juntas, as atletas do Sesi-SP subiram ao pódio já no primeiro dia da modalidade, em Lima, ao conquistarem a prata no revezamento 4x100m livre feminino. Daí para a frente, Etiene ainda integrou o grupo brasileiro nos 4x100m livre misto e somou mais uma prata. Nas provas individuais, a atleta do Sesi-SP ficou com o bronze nos 100m costas e o ouro nos 50m livre

Etiene Medeiros, única nadadora do país com um ouro em Jogos Pan-Americanos, quando conquistou os 100m costas em Toronto, em 2015, voltou a subir no alto do pódio com um triunfo nos 50m livre. A nadadora cravou 24s88 e bateu à frente das americanas Margo Geer (25s03) e Madison Kennedy (25s14) para chegar à sua oitava medalha em Pan. No último dia da natação, a dupla do Sesi-SP, Etiene e Daynara, ainda ficou com o bronze no revezamento 4x100 medley feminino.

“Brasileiro tem sangue animado. Em nossas veias, correm alegria e gratidão. Sou muito grata pelo que tem acontecido na minha vida e também na dos outros nadadores do Brasil. Nós acabamos a disputa muito cansados, mas muito felizes e gratos. A natação brasileira tem muito a aprender, muito a crescer e esperamos que todos continuem torcendo por nós, pois nos manteremos competitivos e motivados para seguir em frente. Não é fácil, temos muito desafios, mas sempre em busca de mais”, comentou Etiene.

Nos esportes coletivos, após 28 anos, a seleção brasileira de basquete feminino bateu os EUA na decisão e conquistou o ouro. A última vez que o basquete brasileiro havia conquistado o ouro em um Pan-Americano foi em 1991, em Havana, com a histórica equipe de Hortência e Magic Paula. Com estilo e muita sabedoria, as meninas enfrentaram e superaram os Estados Unidos na final por 79 a 73. Débora Costa e Aline Moura, atletas do Sesi-SP, foram essenciais para a vitória do grupo.

No vôlei masculino, mais conquistas. Éder Carbonera e Lucas Lóh, também do Sesi-SP, integraram o grupo brasileiro e foram peças fundamentais na mescla entre atletas jovens e experientes no torneio. Na segunda semana de provas no Pan-Americano, o grupo chegou à disputa pelo bronze contra a seleção chilena, e com o placar de 3 sets a 0 (25/12, 25/19 e 25,21) garantiu um lugar no pódio.

Mirela Coutinho, Rudá, Bernardo Reis, Gustavo Coutinho e Roberto Freitas também fizeram bonito no Pan de Lima. Integrantes dos times feminino e masculino de polo aquático brasileiro, conquistaram neste sábado (10/8) a medalha de bronze.  Depois de perderem para o Canadá nas semifinais dos dois naipes, as meninas encontraram a seleção de Cuba pela frente. Em um jogo equilibrado, o grupo perdeu o primeiro quarto, mas soube se recuperar, vencer os últimos dois e alcançar mais uma medalha para o país com o placar de 8 a 7. No masculino, o grupo não teve dificuldade para derrotar a Argentina por 9 a 6, mantendo a dianteira no marcado desde o início.

 

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